Transformar jornais e revistas em artesanato é uma alternativa prática e acessível para moradores de Porto de Moz: matérias impressas chegam às casas, escolas e comércios da cidade e, com técnicas simples de enrolamento, trançado e papier-mâché, viram peças utilitárias e decorativas que resistem ao clima ribeirinho quando bem finalizadas.
As técnicas básicas — rolinhos colados para produzir varetas, tiras trançadas em cordões, papel-pasta para modelagem e mosaicos de tiras de revista — permitem fabricar cestos, bandejas, luminárias e molduras. Em Porto de Moz recomenda-se caprichar na secagem ao sol e usar selantes adequados para proteger do mofo e da umidade elevada; alternativas locais como vernizes à base d'água ou resinas acrílicas simples funcionam bem quando aplicadas em camadas finas com bom tempo de secagem.
No plano econômico o artesanato com jornais e revistasserve como complemento de renda para famílias de ribeirinhos, pescadores e pequenos comerciantes: produtos leves e resistentes são fáceis de vender nas feiras municipais, praças e pontos de desembarque de colocar em sacolas para transporte por barco, além de serem atrativos para pousadas e visitantes que buscam souvenirs sustentáveis.
O desenho das peças pode incorporar motivos amazônicos e ribeirinhos — paleta de cores extraída de recortes, grafismos inspirados em redes e barcos, formas que remetam a frutos e folhas locais — criando uma identidade visual que valoriza a cultura de Porto de Moz e diferencia o produto no mercado regional.
Do ponto de vista ambiental e social, reaproveitar jornais e revistas diminui o volume de lixo, reduz queima de material e gera ocupação criativa para jovens e mulheres em bairros e comunidades ribeirinhas. Projetos comunitários de produção coletiva também fortalecem trocas de saberes e permitem realizar encomendas maiores para eventos locais, escolas e estabelecimentos turísticos.
Para uso doméstico e aplicações práticas, recomenda-se fabricar organizadores para mantimentos, caixas para remédios, tapetes e porta-copos: são peças que aliviam a necessidade de plástico e madeira, ocupam pouco espaço e podem ser facilmente reparadas. Ensinar famílias a reforçar bases e bordas com camadas adicionais aumenta a durabilidade das peças em ambientes úmidos.
Material e logística são simples: jornais antigos, revistas com boa gramatura, cola PVA ou cola caseira de amido, tesoura, palitos de churrasco para enrolar, rodo ou pé de rolo para prensar e verniz para selar. Em Porto de Moz, o planejamento da secagem e o armazenamento acima do nível de enchentes são medidas práticas que garantem acabamento profissional e menor perda por umidade.
O curso online da CursosVirtuais.net oferece aulas passo a passo, tira-dúvidas com inteligência artificial e tutoria do professor por mensagem, o que torna o aprendizado mais vantajoso para quem vive em Porto de Moz do que deslocar-se para cursos presenciais: você estuda no ritmo da comunidade ribeirinha, evita custos de viagem e adapta tarefas às janelas de seca e cheia. Há plano (sem certificado) e planos pagos com certificado incluso; o curso é válido como curso livre conforme Resolução CNE/MEC 04/99, adequado para quem busca capacitação rápida e prática.
Para comercialização, aposte em embalagens leves e secas, etiquetas que expliquem o material reaproveitado e estudos com pousadas e mercearias locais; produzir kits temáticos (presentes com peças pequenas) facilita vendas para turistas que chegam de barco e para encomendas enviadas por transporte fluvial ou rodoviário para municípios vizinhos.
No médio prazo, o desenvolvimento do artesanato com jornais e revistas em Porto de Moz pode fortalecer cadeias locais de valor: formar grupos de produção, padronizar qualidade, participar de eventos regionais e inserir jovens em microempreendimentos. A prática alia economia circular, preservação cultural e geração de renda, oferecendo uma alternativa prática e sustentável para a vida ribeirinha.

